Keep Swimming🏊♀️
- rafaela Mazzini
- 7 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 8 de dez. de 2025
Há quase 18 anos mudei o rumo da minha vida. Sou brasileira e vivi 26 anos no Rio de Janeiro. Lá eu já sentia uma inquietação com tudo, como se algo dentro de mim buscasse uma mudança. Ao chegar a Barcelona, vivi muitas vidas ao longo desses anos.
Algo que sempre gosto de fazer é refletir sobre TUDO, seja sobre a minha vida ou sobre a sociedade. Eu gosto de analogias… e uma que gosto muito é sobre a vida, sobre como representá-la.
Vejo a vida como um oceano. Passamos a vida nadando, nadando, nadando.... Há períodos em que nadamos sozinhos pelo mar e outros em que vamos acompanhados. Às vezes estamos vestidos e isso torna a travessia mais pesada e longa, e outras vezes vamos biquini/sunga, mais leves, e assim aproveitamos o mar. Muitas vezes essa temporada se torna dura e longa, mas depois de nadar tanto, em algum momento conseguimos ver a ilha ao longe… e, pouco a pouco, vamos nos aproximando dela. Até que finalmente chegamos, sentamos, descansamos e, quando estamos prontos, voltamos ao mar.
Conversando com meu querido amigo Paul, chegamos a outra analogia com um elemento parecido com o anterior: o oceano, o mar.
Falamos sobre a magnífica pintura de Rembrandt, A tempestade no mar da Galileia, uma das minhas favoritas. Um detalhe importante é que essa pintura está desaparecida desde o roubo de 1990, junto com outras obras, no Museu Isabella Stewart Gardner, em Boston, EUA.
A pintura é fantástica e diz muito sobre como lidamos com as emoções em diferentes situações da vida.
A obra representa uma passagem bíblica do Novo Testamento. O barco está no meio de uma tempestade no mar da Galileia. Nele estão os doze apóstolos, Jesus e, olhando diretamente para “nós”, o jovem Rembrandt.
Na parte superior do barco estão cinco dos apóstolos, com expressões de pânico e medo, completamente aterrorizados pelo perigo da situação. Outros cinco estão ao redor de Jesus, que mantém um semblante sereno. Esses apóstolos rezam, cheios de esperança e confiando que tudo dará certo.Há outro apóstolo que está passando mal, indisposto e vomitando.
Quase imperceptível, vemos o décimo segundo apóstolo de costas para o mar e para o grupo que cerca Jesus, como se quisesse fingir que nada está acontecendo.
E, por fim, aparece o jovem Rembrandt, com uma expressão que parece não compreender totalmente o que está se passando.
Ou seja, a vida como ela é. Diante de uma mesma situação, cada pessoa pode reagir de maneira diferente, e também pode acontecer de, diante de um mesmo acontecimento, vivermos todas essas emoções ao mesmo tempo. Podemos sentir medo, angústia, tranquilidade, não saber como agir ou simplesmente deixar que a vida siga seu curso sem nos movermos nem nos envolver completamente, aceitando nossos limites e escolhendo nossas batalhas.









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